Sathya Sai Baba, líder espiritual indiano adorado por milhões de pessoas ao redor do mundo, foi enterrado na última quarta-feira. A cremação é a prática mais comum nos funerais indianos, mas o guru foi enterrado de acordo com o costume atribuído aos homens santos. Sai Baba teve corpo preparado com óleos, flores, urina de vaca e água de nove rios sagrados. Também foram lidos textos hindus sagrados, assim como escrituras cristãs, islâmicas, sikhs e budistas.
Os milhões de seguidores no mundo todo atribuem ao guru poderes sobrenaturais, como fazer objetos aparecerem ou curar doenças em fase terminal. Sua organização fundou projetos sanitários e educativos em toda a Índia, incluindo hospitais e clínicas, que asseguravam poder curar doenças. O guia era considerado por seus devotos como a reencarnação de um homem sagrado, Sai Baba de Shirdi, que morreu em 1918.
Um de seus maiores seguidores e que mais lhe ajudou economicamente foi o ex-proprietário da rede de restaurantes Hard Rock Café, Isaac Burton Tigrett, que viveu em Puttaparthi e doou grande parte de sua fortuna à fundação de Sai Baba. Entre outros admiradores encontram-se o ex-premiê da Índia Atal Bihari Vajpayee, a lenda do críquete indiano Sachin Tendulkar e a atriz de Hollywood Goldie Hawn.
Na Catalunha, Uxbal (Javier Bardem) coordena vários negócios ilícitos, que incluem a venda de produtos nas ruas da cidade e a negociação do trabalho de um grupo de chineses, cujo custo é bem menor por não serem legalizados e viverem em condições precárias. Além disto, Uxbal ganha dinheiro como uma espécie de médium, apesar de resistir internamente em receber por isto. Uxbal precisa conciliar sua agitada vida com o papel de pai de dois filhos, já que a mãe deles, Marambra (Maricel Álvarez), é instável. Até que, após sentir fortes dores por semanas, ele resolve ir ao hospital. Lá descobre que está com câncer e que tem poucos meses de vida.
Com assinatura do cineasta mexicano Alejandro González Iñarritu – diretor de Babel e Amores Brutos -, Biutiful conta a trágica história de um dedicado pai que, sentindo a iminência da morte, prepara seus filhos para este difícil momento. Falando da morte, que entra sempre em seus filmes – como Amores Brutos (2002), 21 Gramas (2003) e Babel (2006) – o diretor Iñarritu explica:
– Eu sempre observo a morte a partir da vida. Mais que a morte, me interessa a vida. E é ao sentir que pode morrer que Uxbal, paradoxalmente, sente que a vida está ganhando significado. Ele encontra esse sentido no amor, na compaixão.
A intensidade do drama de Biutiful rendeu ao ator Javier Bardem o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes de 2010. O longa também teve uma indicação ao Globo de Ouro na categoria melhor filme estrangeiro. Com locações em Barcelona, Catalunha e Navarra, na Espanha, este é a primeira obra de Iñarritu sem a participação do roteirista Guilermo Arriaga.
Até que ponto a dor de familiares é notícia? Para um fotojornalista, o mais importante de sua profissão é registrar todos os momentos de um acontecimento, para dar a sensação aos leitores de um jornal ou site o entendimento completo do ocorrido. Porém, além dos jogos de futebol, shows em arenas, posses presidenciais e outras tantas notícias, o fotógrafo também cobre tragédias, reportagens policiais e enterros.
Segundo a fotógrafa Priscilla Buhr, uma das situações mais difíceis de fotografar são enterros, “principalmente os relacionados à violência”. O profissional vive o dilema de conviver com a tristeza e dor dos familiares da vítima, enquanto deve cumprir com a sua função: “É difícil não se sentir desconfortável, é difícil buscar boas imagens sem ser notado, sem ser indelicado, porque por mais que você tome cuidado em ser sutil, a sua presença ali muitas vezes é encarada para os familiares e amigos do morto, como um desrespeito. “Já perdi as contas de quantas vezes me chamaram de urubu e já perdi as contas de quantas vezes me senti como tal. Mas tenho meus limites, nem sempre consigo respirar fundo, ignorar os olhares duros e continuar fotografando. Tem hora que preciso abaixar a câmera e respeitar aquela dor. Mas ai surge o meu grande dilema: e se eu chegar no meu limite e abaixar a câmera e o fotógrafo da concorrência não?”
Esse conflito entre pessoal e profissional é muito bem relatado no livro o “Clube do Bangue-Bangue” que traz os depoimentos dos fotógrafos Greg Marinovich e João Silva. A publicação traz o relato da cobertura fotográfica dos conflitos civis que marcaram o período de transição entre o apartheid e a república democrática, com a eleição de Nelson Mandela para presidente, na África do Sul. Marinovich levanta um questão que se aproxima com essas situações de limite que os fotógrafos vivem no dia a dia de um jornal: Tragédia e violência certamente geram imagens poderosas. É para isso que somos pagos. Mas cada uma dessas fotos tem um preço: parte da emoção, da vulnerabilidade, da empatia que nos torna humanos se perde cada vez que o obturador é disparado.
Para Priscila, abaixar a máquina é antes de tudo respeitar a si mesmo. “Tem horas em que a gente precisa recuar e pronto. A minha hora talvez não seja a mesma do fotógrafo ao lado e muitas vezes não é, porque cada pessoa reage de um jeito diferente diante dessas situações. E eu não quero dizer com isso que um fotógrafo seja mais sensível ou humano do que outro, de jeito nenhum. O limite de cada um é diferente, apenas isso”.
A morte do ex-presidente José Alencar teve um significado muito além da perda de um homem público ímpar, probo e avalista político dos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva. Com seu histórico de luta contra o câncer, Alencar suavizou a morte.
“Não tenho medo da morte, porque não sei o que é a morte. A gente não sabe se a morte é melhor ou pior. Eu não quero viver nenhum dia que não possa ser objeto de orgulho. Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu possa me orgulhar dele”, disse ele, em um dos vários momentos em que foi questionado pelos jornalistas.
Mais adiante, deu mais um alento para os pessimistas e depressivos de plantão:
“O homem deve viver preparado para morrer a qualquer instante, e deve proceder como se não fosse morrer nunca.”
Diante de todos os diagnósticos, Alencar nunca se entregou: “Não estou entregue. Estou entregue a quem sempre estive: às mãos de Deus.”
É, o homem honrado não morre nunca. Epa! Esta frase não é minha. Seu autor? José Alencar. (Miron Neto)
Os irlandeses podem ser conhecidos por sua alegria, mas os ganeses estão ganhando a fama de ser alegres até depois da morte. Na cidade de Nova Iorque, os funerais comandam o calendário social de uma comunidade de imigrantes desta nação do oeste africano.
A pista de dança está lotada, os drinks estão sendo servidos e uma turma de jovens mulheres com cortes de cabelo estilosos e saltos altíssimos recém chegaram, prontas para cair na festa. A festança, na verdade, é o funeral de Gertrude Manye Ikol, uma enfermeira de 65 anos, de Gana, que faleceu.
Oferecidos quase todos os finais de semana em salões paroquiais e salões de festas pela cidade, a programação ocupa a noite toda, com bebida liberada e música para tremer o quarteirão. O corpo do falecido pode ou não estar presente. As crenças podem ser evangélicas, católicas ou laicas. O falecido pode ter morrido em Nova Iorque ou na África, há poucos dias ou há meses. Mas todos os funerais tem o mesmo objetivo – festas para arrecadar fundos para familiares enlutados.
Casamentos, batizados e aniversários são comemorados normalmente nas famílias ganesas, mas poucos desses eventos alcançam o sucesso de um memorial. As festas são amplamente divulgadas, noticiadas com semanas de antecedência através de convites online ou com pilhas de flyers, distribuídos em restaurantes e mercados africanos.
Os folhetos lembram cartazes de teatro, com fotos da família em luto e amigos.
Os eventos reunem enfermeiras, estudantes, cientistas e motoristas de táxi ganeses, procurando diversão no dia a dia da vida de imigrante em Nova Iorque.
Como em Gana, convidados de um funeral não precisam necessariamente conhecer o falecido ou sua família. Mas se espera respeito aos enlutados, se jogar na pista de dança e doar de 50 a 100 dólares – que muitos não pagam – para ajudar no envio do corpo a África ou cobrir outros custos. Os funerais normalmente iniciam em torno das 22 horas, com bênçãos religiosas, cerimônias e discursos. À meia noite, a pista de dança é aberta. Às duas da manhã, os convidados que não conhecem o falecido chegam e a festa está só começando.
Fonte: New York Times, revista National Geographic
Ex-presidente do Grêmio, Rudi Armin Petry, faleceu aos 91 anos na tarde de 29 de março. A cerimônia de cremação do notório conselheiro, considerado um dos maiores dirigentes da história do clube, foi realizada no Crematório Metropolitano Cristo Rei, em São Leopoldo.
Rudi Armin Petry presidiu o clube nos anos de 1966 e 1967 e participou das algumas das grandes conquistas do tricolor gaúcho. Entre elas, como diretor de futebol do time campeão da América e do Mundo em 1983 ao lado de Tulio Macedo.
A célebre frase “assunto de economia interna”, foi de sua autoria.
A residência oficial de Elvis Presley foi transformada em museu após sua morte, e hoje é o local onde o cantor e sua família estão enterrados. A mansão em Memphis atrai mais de 600 mil visitantes por ano, sendo a segunda residência mais visitada nos Estados Unidos, perdendo só para a Casa Branca. O movimento aumenta durante os dias da Elvis Week, em agosto, mês de seu aniversário e de seu falecimento. Em 1991 foi reconhecida como patrimônio histórico dos EUA e em 2006 designada como um ponto turístico histórico do país, título concedido pelo ministro do interior americano.
Em torno da casa foi construído um verdadeiro complexo turístico com lojas, museus, cinema, restaurantes, além dos dois aviões que pertenceram ao Rei do Rock e um hotel, chamado Heartbreak Hotel, em homenagem a uma de suas mais famosas canções.
Um dos locais mais conhecidos da propriedade é o jardim da meditação, onde hoje se encontram sepultados os corpos de Elvis, seu pai, mãe e avó. Era um dos lugares preferidos de Elvis na propriedade. Uma curiosidade é que Elvis só foi fotografado uma única vez nesse local. O jardim foi aberto ao público em 1978, já o restante da mansão, foi aberta ao público em 1982.
A visitação da casa só é permitida no subsolo e primeiro andar. No segundo andar, onde se localizam os quartos, somente familiares e a equipe de funcionários tem acesso. Não há imagens oficiais disponíveis, fato que reforça a lenda de que o roqueiro estaria vivo e morando em Graceland. Atualmente o lado de fora da mansão pode ser vista pela internet.
Durante a Elvis Week, além do aumento de visitas ao local, milhares de fãs e imitadores do artista participam de vigílias em homenagem a Presley.
Falecido aos 83 anos, o jornalista e radialista Flávio Alcaraz Gomes teve sua cerimônia de cremação realizada no Crematório Metropolitano São José, em Porto Alegre. O renomado jornalista, considerado um dos grandes nomes da imprensa brasileira, morreu na manhã do dia 05 de abril, na companhia de esposa e filhos em sua residência.
“Por pior que possa parecer a situação não se entreguem nunca. A arma é o teu intelecto. É a tua crença em ti mesmo”. Flavio Alcaraz Gomes
Autor de livros contando as inúmeras coberturas que fez em sua carreira,
Flávio Alcaraz Gomes foi diretor das rádios Guaíba e Gaúcha, além de correspondente internacional da empresa jornalística Caldas Jr. Atualmente, comandava o programa Guerrilheiros da Notícia, veiculado na TV Pampa.
CANDOMBLÉ
Significado: a vida continua por meio da força vital do indivíduo. A parte imperecível do corpo (ou “ori”) não acaba. E toda morte é fruto de uma intervenção.
Preparação: cultivando sempre sua força vital, pois as pessoas podem mudar seus destinos, apesar de existirem interferências na morte.
Reencarnação: o “ori” volta para a mesma família, mas em outro corpo. Já os homens fortes, que têm filhos, maturidade, prestígio social e morte aceitável, tornam-se ancestrais.
Ritual: denominado “axexê”, o rito funerário começa após o enterro e costuma durar vários dias. Na cerimônia, algumas pessoas que têm relação com o morto são chamadas para participar do ritual em que o espírito do corpo é encaminhado para outra terra. Nessa passagem, elementos simbólicos e materiais (objetos pessoais sacralizados) são quebrados e jogados em água corrente.
Luto: a morte é uma desordem que leva tempo para ser superada. Após alguns anos, aquela pessoa passa a interferir na energia vital do grupo ao qual pertencia.
CATOLICISMO
Significado: é vista como uma passagem, a porta de entrada para a ressurreição. A religião enxerga apenas os vivos e os ressuscitados. Não existem mortos.
Preparação: ter em mente que a vida é um dom divino e deve ser vivida da melhor forma possível.
Reencarnação: todos serão ressuscitados porque Cristo é quem livra a pessoa do pecado, mas não existe a reencarnação. Corpo e alma são uma coisa só.
Ritual: vela-se o corpo e, além das orações populares que costumam ser feitas durante o velório católico, como o pai-nosso e a ave-maria, um padre ou ministro faz uma celebração para encomendar a vida da pessoa para as mãos de Deus. As velas, colocadas ao lado do caixão, simbolizam a luz de Cristo ressuscitado e a vida que vai se consumindo, mas que sempre brilha.
Luto: são feitas celebrações em memória do morto no sétimo dia, no primeiro mês e no primeiro ano. Acredita-se que esse processo precisa ser vivido para que se possa lidar da melhor forma com a morte.
ESPIRITISMO
Significado: a morte não existe porque acredita-se na eternidade do espírito. O corpo é uma veste, e a reencarnação serve para o espírito evoluir.
Preparação: aprende-se a agir após os estudos de livros de Allan Kardec, pai do espiritismo. Como acredita-se que o médium é intermediário entre os vivos e a alma dos mortos, isso significa que existe a possibilidade de comunicação com o espírito que já deixou aquele corpo.
Reencarnação: quando o corpo morre, o espírito se desliga e fica no mundo espiritual estudando e se preparando para uma nova reencarnação. As encarnações acontecem até o espírito atingir sua evolução.
Ritual: o corpo é velado e enterrado ou cremado. As preces ajudam o caminho para o mundo espiritual.
Luto: não existe porque não se acredita na morte.
ISLAMISMO
Significado: passagem desta vida para outra, eterna. Quem fizer o bem será julgado por Deus e vai para o paraíso. Quem fizer o mal também será julgado e irá para o inferno. Preparação: desde a infância é passada a noção de que tudo que começa tem um fim. Reencarnação: não acredita. A alma teve tempo suficiente na terra para cumprir sua tarefa.
Ritual: o corpo é lavado pelos familiares -sempre do mesmo sexo- e enrolado em três panos brancos. Depois, é colocado em um caixão para que os parentes mais próximos se despeçam e levado à mesquita. A partir daí, apenas os homens participam.
Luto: dura três dias. Quando a mulher perde o marido, o tempo sobe para 130 dias, período em que ela não pode sair de casa, a não ser em emergências.
JUDAÍSMO
Significado: é o fim do corpo material. A verdadeira pessoa, que é a alma, é eterna.
Preparação: a criança aprende desde o início que a vida é feita de mudanças.
Reencarnação: existe outro mundo, para onde as almas vão, chamado de “olam habá” (mundo vindouro). No entanto a alma pode voltar para a terra num outro corpo para completar sua missão.
Ritual: o corpo é envolvido em panos brancos, e o caixão é fechado para que ninguém mais o toque. Familiares e amigos rezam salmos. Parentes próximos cortam tecido da roupa para mostrar o luto.
Luto: na primeira semana, os parentes se reúnem para rezar em casa. Apenas o espiritual conta, por isso os espelhos da casa, que refletem o corpo material, são cobertos. A pessoa é lembrada na data de morte por todos os anos seguintes.